Peixe rico em nutrientes

No Globo Repórter exibido no dia 30/04/2010, foi mostrado o peixe tibiro, no qual possui um valor nutricional maior do que outros peixes, ótimo preço e um nível calórico relativamente baixo.

A nutricionista Thaís de Oliveira Fernandes, da UFMA, descobriu que o peixinho tão desprezado vale ouro. “O tibiro apresenta teores de ferro até 18 vezes maiores do que os teores de ferro da pescada amarela, e teores de zinco 15 vezes maiores do que os teores de zinco da pescada amarela. Nós pudemos observar que a espécie que não é valorizada possui um valor nutricional maior do que as que são muito valorizadas”. “Esse que é mais rico é mais barato e ninguém liga para ele”.

É possível economizar muito trocando a pescada pelo tibiro. De acordo com a pesquisa, para comprar tibiro, seria preciso gastar em média R$ 1,60 por mês, para cada pessoa da família. Para quem só come pescada amarela, o custo mensal por pessoa sobe para quase R$ 14, quase dez vezes mais, o que representa um rombo no orçamento de famílias que têm, pelo menos, seis ou sete pessoas.

E esse peixe tem mais uma vantagem. “O tibiro apresentou valor calórico relativamente baixo, considerando as outras espécies. A pescada amarela apresentou, aproximadamente, 170 quilocalorias por 100 gramas. E o tibiro apresentou 95 quilocalorias por 100 gramas”, explica Thaís. Representa quase metade do valor calórico.

Mas esse peixe não existe só no litoral maranhense. “Tem em outros lugares também, mas com nomes diferentes. O nome científico dele é Oligoplits palometa que é o tibiro amarelo conhecido no Maranhão. Mas, na região Sul e Sudeste, ele é conhecido como guaivira. No Ceará, é conhecido como tibiro de couro. No Pará, é conhecido como tilbiro. E na região da Amazônia, conhecido como pratiúra. É o mesmo peixe, com nomes vulgares diferentes”, explica o professora da UFMA.

Mas, será que as pessoas sabem o quanto ele vale? “Que coisa linda filé branquinho, sem espinha nenhuma. Aqui, ele não tem valor. Depois de ele virar esse filé, ele tem um alto valor”, conta o pescador Ademir José dos Santos. “Ele é vendido embalado, em uma vasilha de isopor, com papel celofane. Depois, vai para a mesa de vocês como filé de peixe. Mas esse filé embalado chega ao mercado até a R$ 14, R$ 15 o quilo”.

Médicos e nutricionistas insistem que é preciso comer peixe pelo menos duas ou três vezes por semana. Mas a maioria dos peixes ainda sai caro.


Fonte: G1 Globo

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