Nutrição na Terceira Idade


Por Ana Carolina Pieroni



A denominação pessoa idosa é usada no Brasil e em outros países em desenvolvimento para se referir às pessoas que têm 60 anos ou mais. Nos países desenvolvidos o termo é usado a partir dos 65 anos. Essa diferença é explicada pela qualidade de vida existente em cada país. A idade, em anos, nem sempre corresponde à idade biológica, que é aquela que representa o ritmo do envelhecimento.
Independente do ritmo de envelhecimento é preciso aceitar que esse processo faz parte do ciclo natural da vida, e que, estabelecendo rotinas saudáveis de vida conseguimos maiores benefícios para a saúde.


Alterações naturais nos mecanismos de defesa do organismo ou dificuldades no processo de mastigação e deglutição podem tornar a pessoa idosa mais suscetível a complicações decorrentes do consumo de alimentos, o que reforça a necessidade de cuidados diários para preparar refeições seguras.
Planejar as refeições e utilizar medidas corretas durante o preparo dos alimentos pode contribuir para a satisfação com a alimentação, evitando riscos de acidentes e danos à saúde, principalmente para quem já se encontra em idade mais avançada, e, ao mesmo tempo, permite atender aos princípios de uma alimentação saudável.

É preciso aceitar essa fase como um importante capítulo do livro da vida. Então, como se manter bem, mesmo na presença de algumas doenças crônicas, tão comuns nessa faixa etária?
O Ministério da Saúde publicou um manual em 2009 com algumas medidas associadas ao consumo das refeições, segue abaixo alguns passos simples e importantes:

·         Fazer as refeições em local agradável;
·         Incentivar a higienização das mãos antes das refeições;
·         Distribuir a alimentação diária em cinco ou seis refeições;
·         Estimular o entrosamento social nos horários das refeições;
·         Desestimular o uso de sal e açúcar à mesa: Com o passar dos anos, ocorrem mudanças naturais na intensidade de percepção do sabor, portanto a tendência da pessoa idosa é adicionar mais açúcar, sal e outros condimentos para temperar os alimentos até alcançar um sabor que agrada ao paladar, o que pode acabar representando um abuso na quantidade.
·         Orientar a pessoa idosa a comer devagar, mastigando bem os alimentos;
·         Cuidar bem da saúde bucal, favorecendo o prazer à mesa;
·         Estimular a busca e o consumo da água entre as refeições;
·         Estar atento à temperatura de consumo dos alimentos.

Além destes passos é importante lembrar que com o avançar da idade o idoso apresenta recomendações de vitaminas e minerais específicos à sua faixa etária.

Vale destacar:

Vitamina B12: Pessoas acima dos setenta anos têm uma incidência maior de gastrite atrófica, diminuição da acidez gástrica e da produção de fator intrínseco com conseqüente deficiência da absorção intestinal da vitamina B12. A falta desta vitamina pode levar a anemia megaloblástica, o que leva a neuropatia periférica, com dificuldades de marcha e déficits de cognição.

Vitamina D e Cálcio: O envelhecimento leva a uma diminuição da absorção intestinal da vitamina D ativa e da capacidade da pele de produzir o seu precursor, a vitamina D3. A reposição de vitamina D deve ser feita com cuidado, pois é potencialmente perigosa, podendo levar a hipercalcemia. A absorção do cálcio também diminui com a idade e sua suplementação pode ser necessária, especialmente em mulheres em risco de osteoporose. Contra indicada em pacientes com história de cálculos renais de cálcio, hiperparatireiodismo primário, sarcoidose e nos com hipercalciúria renal.

O acompanhamento nutricional torna-se essencial nesta faixa etária, proporcionando assim, saúde para desfrutar o conhecimento, a plenitude e o brilho desta fase da vida.

Imagem: Abril



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