Esteatose hepática


A esteatose hepática quer dizer que o fígado da pessoa está gorduroso, ou seja, com uma quantidade de gordura a mais do que a considerada normal.
Quando a quantidade de gordura é maior de 10% do peso do fígado ocorre a esteatose.
Nos desenhos abaixo dá para ver a diferença de tamanho de um fígado normal e de um com esteatose, bem como as células. O fígado com esteatose é maior, tem uma coloração amarelada e as suas células apresentam maiores quantidades de “bolinhas” brancas que são as gorduras.
Geralmente, quando a esteatose hepática é de grau leve, não existem sintomas ou maiores complicações. Entretanto, se a pessoa não se cuida e acompanha o caso, e a gordura vai aumentando e por tempo mais prolongado, os riscos de uma lesão hepática vão aumentando. Isso ocorre devido ao excesso de gordura no fígado e as células vão ficando inflamadas, ocorrendo então a esteato-hepatite ou hepatite gordurosa. Caso a pessoa não cuide poderá ficar com a cirrose hepática.
O principal motivo de esteato-hepatite alcoólica é a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas. Sabemos que o alcoolismo, além dos problemas que causa no organismo, também traz desajustes familiares, psicológicos e sociais importantes não só para o paciente como para a sua família.
Entretanto, também existe a esteato-hepatite não alcoólica, cuja causa pode estar associada à obesidade e/ou síndrome metabólica (mais de 70% das pessoas com esteatose são obesos),
diabetes (principalmente o tipo 2 em que há a resistência à insulina e o excesso de peso relacionados ao acúmulo de gordura no fígado), colesterol e/ou triglicérides elevados, utilização de alguns tipos de medicações (corticóides, estrogênio, anti-retrovirais, entre outros), desnutrição ou perda de grande quantidade de peso de forma abrupta, algumas cirurgias como a de retirada da vesícula biliar. 
Mas fica aqui uma alerta, de que a pessoa não necessariamente tenha uma ou todas essas situações para desenvolver a esteatose hepática. Indivíduos magros, sem nenhum tipo desses problemas de saúde anteriormente citados e com pequena ingestão de bebida alcoólica também podem desenvolve-la, embora seja incomum.
O diagnóstico, em geral, é obtido acidentalmente por meio de ultrassonografias ou tomografias computadorizadas solicitadas para pesquisar outras doenças. Além desses exames de imagem, é necessária a avaliação e o exame clínico com o médico e exames de laboratório para definir seu diagnóstico e as causas, e às vezes de biópsia.
Caso seja fechado o diagnóstico é importante o seu seguimento com um médico especialista em fígado, que é o hepatologista.
O emagrecimento é uma das medidas mais importantes que deverá ser tomada e não se recomenda a perda de mais de 1,5 kg/semana para prevenir a piora do caso. Nesse ponto o auxíilio do nutricionista é crucial para ajudar num emagrecimento saudável e sustentável.
Além da dieta, a realização frequente de exercício físico auxilia na redução do colesterol e no efeito da insulina de colocar a glicose para dentro das células, contribuindo assim para o bom controle do diabetes.

Abraços!


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