Fome Oculta: Subnutrição Em Tempos De Obesidade


Dra Elaine Valdna Oliveira dos Santos – Nutricionista PB

Estamos vivendo a era da velocidade: ganhar tempo é a expressão de ordem e todas as situações da vida entram no ritmo frenético de um século desesperado pelo esticar das horas. Com a alimentação não é diferente: sem tempo para almoçar, surgem os lanches; sem tempo para cozinhar, aparecem os salvadores fast-foods, sem tempo para se alimentar, há quem se contente em “estar de barriga cheia”...

Nem sempre peso adequado é sinal de boa alimentação; da mesma forma, um obeso pode sim estar subnutrido. É nesse contexto que se encontra a fome oculta. Todos nós precisamos de nutrientes que nos protejam de doenças e possibilitem a manutenção da vida, porém muitas vezes a alimentação diária pode estar tão desequilibrada que haverá uma redução gradual e silenciosa desses componentes. Para alguns grupos de indivíduos os riscos de surgimento da síndrome são maiores, são eles: crianças, gestantes, idosos e praticantes de exercício físico, pois as necessidades nutricionais estão aumentadas e podem não ser atingidas, sobretudo, devido aos maus hábitos alimentares.

O grande perigo da fome oculta está justamente no fato de não haver sinal clínico de alerta explícito. O indivíduo pode apresentar fraqueza, irritabilidade, insônia, déficit de concentração e diminuição do rendimento escolar e produtividade no trabalho, além de estar mais vulnerável a doenças pela diminuição da resposta imunológica, porém diferentemente da fome que aparece na mídia, o indivíduo que apresenta fome oculta pode até manter peso e altura normais, o que dificulta a percepção da necessidade de mudanças de hábitos.

Manter uma alimentação saudável significa equilibrar quantidade e qualidade, sem abandonar o prazer de comer bem. Procure um nutricionista! Somente uma avaliação individualizada pode retratar seu estado nutricional. Alimente-se bem! Uma vida saudável depende de uma boa alimentação!

0 comentários:

ÚLTIMOS COMENTÁRIOS

ARQUIVO