Meu filho não come! O que devo fazer?

Dra Suênia Maria do Nascimento – Nutricionista PB

Nos primeiros meses de vida o organismo do bebê necessita de um aporte nutricional elevado para suprir o gasto energético ocasionado pelo crescimento. Após essa fase, entre 1 e 6 anos, há a uma diminuição do ritmo do crescimento, natural nesta idade. Associado a essa modificação metabólica, esse período é marcado por muitas descobertas inclusive com alimentação. É nessa fase que elas começam a decidir o que gostam ou não de comer.

A falta de apetite é um dos questionamentos mais relatados aos nutricionistas e pediatras. Os pais ficam ansiosos e preocupados em suprir as necessidades nutricionais das crianças. Essa preocupação se inicia com a introdução de novos alimentos (a partir dos 6 meses) e perdura até a fase escolar, quando a criança diminui o apetite e prefere ingerir alimentos não-saudáveis.

Para avaliar, o nutricionista deve primeiramente descobrir o motivo da perda de apetite. Esta pode ocorrer por: seletividade alimentar (ocasionada pelo desinteresse nos alimentos), anorexia fisiológica (ocasionada pela diminuição do ritmo do crescimento, e por consequência diminuição das necessidades calóricas) ou anorexia verdadeira (ocasionada por alguma patologia).

Nesse artigo vamos tratar a falta de apetite e a seletividade alimentar, nesse caso as crianças diminuem a ingestão devido a diversos erros nos hábitos alimentares, como horário incerto para se alimentar, local inapropriado, a ingestão de papas ou mingaus entre outros. Para tratar o nutricionista deve propor, entre outras condutas:

v A introdução de novos alimentos em pequenas quantidades: um alimento deve ser ofertado de 8 a 15 vezes para que a criança possa decidir se gosta ou não do mesmo. Porém, este alimento deve ser ofertado de diferentes maneiras (cozido, cru, com diferentes temperos e dentro de preparações diferentes), e também deve ser dado um intervalo de tempo entre uma oferta;

v Elaborar a apresentação dos pratos: fazer pratos que chamem a atenção da criança, sempre que possível permita que a criança monte o prato, assim ela vai ser estimulada a comer o que preparou;

v Estabelecer horários para as refeições e não substituir as refeições por leite ou iogurte: se a criança não quiser comer naquele horário e espere pelo menos meia hora e ofereça novamente. Se ela não quiser espere a próxima refeição. A oferta de leite desestimula a criança a mastigar;

v Evitar o” aviazinho”, “esconder” os vegetais, premiar a criança caso ela coma: assim ela não vai assimilar o sabor dos alimentos, por estar desatenta o ato de comer ou irá comer por medo da punição ou em busca de um premio.

v Não se esqueça de ofertar uma variedade de frutas, vegetais e alimentos ricos em cálcio, estes alimentos proporcionam o desenvolvimento saudável da criança.

A educação nutricional proporciona a criança a conhecer o valor dos alimentos e a formar um paladar mais saudável.

1 comentários:

Ana Júlia disse...

Muito bom o artigo, realmente é importante saber como devemos lhe dar com a típica dificuldade na alimentação das crianças e é muito legal ter alguém que nos ajude com esta árdua tarefa. Parabéns e obrigada pelas dicas!

10/11/11

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