Por uma vida realmente saudável


Dra. Giuliana Rizzo – Nutricionista MG

Atualmente há uma preocupação crescente em distinguir o alimento que nos faz bem daqueles que são prejudiciais à saúde. Sabemos que a salada é uma boa opção e que o fast-food é um grande inimigo da vida saudável. Porém, entre esses extremos, existem muitos produtos que consumimos em nosso dia-a-dia que são vilões “à paisana” presentes em nossos lares.

É importante saber que somos formados por pequenas unidades denominadas células, e essas se constituem apenas de nutrientes. Os nutrientes são componentes alimentares, tais como carboidratos, proteínas e gorduras (Macronutrientes); Vitaminas e Minerais (Micronutrientes). Porém, muitos dos alimentos industrializados ofertados hoje em dia são pobres em micronutrientes, ricos em acidulantes, corantes, edulcorantes e outras substâncias que não estão presentes nos alimentos naturais.

A correria do dia-dia tem nos feito optar sempre por alimentos mais práticos e que a indústria alimentícia afirma serem saudáveis. Mas aonde será que estão os verdadeiros nutrientes? Nas frutas, verduras, legumes ou nos enlatados, industrializados, empacotados, bebidas coradas artificialmente?

A oferta destes produtos industrializados, diet, light, 0% de gordura, aumenta a cada dia nas prateleiras do supermercado e, paralelamente ao aumento desses produtos, a população com sobrepeso e obesa no Brasil vem crescendo. Em pouco mais de 20 anos a obesidade aumentou 20% no nosso país. Hoje, quase 50% da população brasileira está com sobrepeso. Desses 14,8% são obesos.

Sabemos que há diversos fatores envolvidos no aumento da população obesa, como sedentarismo, consumo de alimentos industrializados, entre outros. Mas a questão a ser levantada é se o que estamos consumindo está ajudando a nos nutrir de forma correta ou se está piorando esse quadro. Quando ingerimos substâncias que não são nutrientes, como essas que citamos (Corantes, Acidulantes, Edulcorante, Bisfenol, DDTA, etc) será que eliminamos essas substâncias? Se sim, quanto “custa” ao nosso organismo eliminá-las? Se não, será que estamos formando células com essas substâncias?

Independente de qual resposta estiver certa (ou se ambas estiverem) isso acarretará prejuízos ao nosso organismo a longo prazo, como a perda de micronutrientes (vitaminas e minerais), pois serão utilizados excessivamente, já que são essenciais pra formação de enzimas que irão combater essas substâncias ou produtos delas. Pode ocorrer também o acúmulo de toxinas, que o organismo começará a “guardar”, pois é o que está sendo ingerido no lugar de nutrientes. E sabe-se hoje que substâncias tóxicas geram inflamação que são causas de diversas doenças, inclusive a obesidade.

Tanto a perda de nutrientes quanto o acúmulo de toxinas, contribuem para o mau funcionamento do nosso organismo. Além do fato de não estarmos nos nutrindo com o consumo de substâncias industrializadas, já que nossas células são formadas apenas por nutrientes.

Esses questionamentos nos levam a concluir que nada mais saudável que uma alimentação leve e variada, com frutas e verduras e com o consumo cada vez menor de alimentos industrializados com constituintes que não trarão beneficio algum para o nosso organismo. Portanto, devemos estar atentos e conscientes de que há necessidade de uma mudança de hábitos, através da busca de alimentos que nos forneçam benefícios nutricionais e não possuam substâncias maléficas e dispensáveis ao nosso organismo.

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