Epilepsia e a Dieta Cetogênica

Dra. Emanuelle Vieira – Nutricionista MG

A epilepsia é um distúrbio que afeta o cérebro e se expressa por repetidas crises, caracterizadas por manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou neurovegetativas. Trata-se de um conjunto de condições neurológicas que

levam às descargas elétricas excessivas e anormais no cérebro. Estas conseqüentemente desencadeiam as crises epilépticas.

O manejo dietético tem se mostrado útil para auxiliar o tratamento médico. A alimentação para pessoas que apresentam este distúrbio deve ser especial e balanceada. Existem algumas alternativas de dietas especiais para quem apresente epilepsia.

A Dieta Cetogênica é uma proposta quando as outras opções de tratamento surtem pouco efeito. Trata-se de uma programação alimentar rica em lipídios e pobre em carboidratos.

É um tratamento m

uito restritivo e toda a programação deve ser calculada com os dados como peso, estatura e idade. A ideia da dieta cetogênica é criar, no portador do distúrbio, um estado de cetose. Quando o organismo recebe pouco carboidrato e muita gordura é comum que as células do cérebro se nutram de corpos cetônicos.

É exatamente este fato que gera um controle das crises. O atendimento nutricional é fundamental no processo terapêutico e a atuação do nutricionista não se limita à prescrição e orientação dietética, mas é um elemento de apoio e incentivo na sua adoção e seguimento. Fazer uma dieta cetogênica sem orientação é um erro grave. O contato do nutricionista com o médico responsável pelo acompanhamento do cliente é fundamental.

O trabalho nutricional se inicia com uma progressiva e gradual diminuição da quantidade de carboidratos e proteína e com o aumento do lipídio (gordura). A porcentagem de lipídios a ser traçada na programação alimentar depende, dentre outros fatores, da necessidade e gravidade do quadro. Em casos mais graves pode ser preciso que o início da dieta seja feito em nível hospitalar. Os resultados da dieta cetogênica são satisfatórios, mas é necessário acompanhamento profissional.

Outra alternativa é o aumento dos ácidos graxos poliinsaturados na dieta. Estes ajudam no desenvolvimento cerebral e reduzem a excitabilidade das células nervosas que podem induzir a crise. São normalmente encontrados na forma líquida (óleo) e em produtos de origem vegetal, exceto para os óleos de peixe, que também são ricos em Ácidos Graxos insaturados, apesar de serem produtos de origem animal.

Texto:

Emanuelle Vieira – Nutricionista

Mariana Braga Neves – Nutricionista

1 comentários:

Girl Supimpa disse...

Oi
Tudo bem?

Muito demais o post.
É sempre bom saber o que fazer em uma hora dessas' tenso.

Ficarei muito feliz se visitar meu blog.

Beijos. Estou seguindo ^^


girlsupimpa.blogspot.com

20/2/12

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