Dieta na doença PARKINSON

Dra. Viviane Souza Silva - Nutricionista SP

A doença de Parkinson (DP) atinge o sistema nervoso central, onde ocorre a perda de neurônios, de forma lenta e progressiva, cuja causa é desconhecida. 
A doença de Parkinson é debilitante e requer cuidados nutricionais específicos, devido aos sintomas presentes e a interação das drogas com os nutrientes. 

Com a dificuldade de mastigação e deglutição, náuseas e vômitos, depressão, entre outros, pode ocorrer perda involuntária de peso, o que agrava mais a doença e prejudica o tratamento. 

Portanto, intervenção nutricional é importante para melhoria da qualidade de vida, pois essa dá suporte para o paciente realizar o tratamento de forma adequada e também ter uma qualidade de vida melhor. 

 ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS NA DOENÇA DE PARKINSON 

  • Apresentar a refeição de modo a estimular os sentidos do paciente, ou seja, variar nas cores, formas de preparo; 
  • Evitar uso indiscriminado de laxantes devido à constipação, dar preferência ao uso de fibras (procurar um nutricionista para lhe orientar); 
  • Praticar exercícios físicos de acordo com as limitações de cada paciente orientados por especialistas (fisioterapia ou educador físico); 
  • Realizar a alimentação em lugares calmos, e incentivar mastigação dos alimentos;
  • Não inibir o reflexo da defecação;
  • O paciente deve tomar banhos de sol, diariamente, para ativar a vitamina D que é importante para a absorção do cálcio, observando sempre o horário, até as 10:00 da manhã e depois das 16:00 da tarde.
  • Fazer higiene oral adequada e verificar estado das próteses dentárias (caso o paciente faça uso desses);
  • Visitar o dentista para revisão das próteses que podem estar mal adaptadas, machucando a boca;
  • Ingerir alimentos gelados e frutas e sucos cítricos para aliviar a secura na boca;
  • Diminuir o consumo de alimentos muito secos como farinhas;
  • Caso o paciente apresente problemas de deglutição, deve-se oferecer dieta líquida ou pastosa, caso seja necessário, oferecer a refeição com o uso de canudinho;
  • Quando o paciente apresentar dificuldades motoras com a mão, braços e problemas posturais é necessário adequação do ambiente para sua alimentação, ele deve estar com os pés apoiados ao chão, próximo à mesa, e essa com uma altura adequada. A adaptação de talheres e pratos com proteção, copos plásticos com alça evitam acidentes. 
  • Manter horários regulares para as refeições e comer junto com o paciente;
  • Fracionar a refeição de 5 a 6 porções.
  • O paciente com a doença de Parkinson pode apresentar náuseas e vômitos decorrentes ao uso de fármacos (levodopa, agonistas dopaminérgicos, inibidores da enzima COMT = catecol-metil-transferase), para evitar esses sintomas ele deve evitar tomar essas drogas com o estômago vazio - consumi-las com frutas ou bolachas-, não ingerir grandes quantidades de líquidos logo após as refeições. 


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Estefânia Maria Soares Pereira, Maria de Fátima Nunes Marucci. Aspectos Nutricionais na Doença de Parkinson. Envelhecimento E Saúde 12(4) – 2006
http://www.envelhecimentoesaude.com.br/uploaded/arquivo_pdf_1165323874_vol12n4artigo03.pdf

ICC- Instituto de Ciências Cognitivas. DOENÇA DE PARKINSON

FERNANDEZ, L L; FORNARI, L. H. T.; BARBOSA, M. V.; SCHRODER, N.  Ferro e neurodegeneração. Scientia Medica, Porto Alegre, v. 17, n. 4, p. 218-224, out./dez. 2007.

MURA, Joana D’ Arc Pereira; MURA, Sandra M. Chemin S. da. Tratado de Alimentação, Nutrição e Dietética- São Paulo: ROCA, 2007

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