Óleo de Coco emagrece?


Por Dra Carolina Chuichmam Nutricionista em SP


O coco é bastante difundido no Nordeste brasileiro e seu óleo, rico em TCM (triglicérides de cadeia média) é amplamente utilizado pela indústria alimentícia. A gordura bruta de coco foi bastante utilizada no passado sendo posteriormente substituída na culinária por óleos vegetais industrializados e margarinas.

O óleo de coco é um derivado da massa do coco, rico em gorduras saturadas. Em relação à sua produção, o óleo de coco é extraído a frio, pois como todo óleo que passa por processo de hidrogenação, como no caso das margarinas, também o de coco, se industrializado e muito aquecido, torna-se rico em gorduras trans, que causam oxidação e prejudicam o equilíbrio do perfil lipídico do sangue. A vantagem das gorduras saturadas, como a de coco, é que são as mais resistentes à oxidação e mais estáveis ao calor. Portanto, podem representar uma opção interessante para uso culinário.

Geralmente os óleos vegetais são compostos basicamente de ácidos graxos de cadeia longa e armazenados no organismo como gordura corporal, ao contrário do óleo de coco, que é utilizado como energia para o metabolismo. Isso porque, apesar de o óleo de coco ter em sua composição uma elevada concentração de ácidos graxos saturados, estes, são de cadeia média, apresentando então, comportamento metabólico diferenciado em virtude de suas características estruturais. Os triglicerídeos de cadeia média (TCM) apresentam fácil metabolização e baixa capacidade de oxidação, tanto no ambiente quanto no organismo. 

Sendo assim, não representam um fator de risco cardiovascular e, ao contrário, podem exercer um efeito protetor.

Com as novas constatações científicas foi possível verificar que uma dieta rica em óleo de coco não aumenta o colesterol e nem o risco de se desenvolver doença coronariana, como se imaginava, mas opostamente, o óleo tem a propriedade de aumentar a fração HDL do colesterol. Além disso, a gordura do coco leva à normalização dos lipídeos (gorduras) corporais, protege o fígado dos efeitos do álcool e aumenta a resposta imunológica contra diversos microrganismos, sendo também benéfica no combate aos fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Recentes pesquisas comprovam ainda que o óleo de coco possa desempenhar atividade antiinflamatória devido à sua capacidade de elevar os níveis da interleucina 10, um poderoso agente antiinflamatório.  As mesmas pesquisas, ainda citam uma possível relação entre o consumo do produto e a menor incidência de câncer de mama e câncer de cólon. O óleo é também rico em vitamina E, um grande agente antioxidante. Uma vantagem do óleo de coco é que ele se conserva por longos períodos, sem necessidade de refrigeração ou adição de produtos químicos.

Embora os estudos atuais demonstrem as propriedades nutricionais benéficas do óleo de coco, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não o reconhece como um alimento funcional, e, portanto, não estabeleceu a recomendação do consumo do produto e de seus componentes.

As pesquisas, no entanto, indicam que um adulto provavelmente obtém os benefícios do alimento ingerindo de 10 a 20 g de ácido láurico por dia (uma ou duas colheres de sopa por dia).

Sugestão de consumo: Utilize como o substituto do azeite de oliva, mas não com o intuito de perda de peso. Uma boa idéia é misturá-lo com sucos e vitaminas, mas ele também pode ser derramado sobre a salada durante as refeições ou mesmo tomado de colherada, já que tem um sabor agradável. Outra boa sugestão é usá-lo como um substituto da margarina e da manteiga na culinária, mas lembre-se de usar com cautela, pois é bem calórico.

Porém, vale ressaltar que as necessidades nutricionais são específicas para cada indivíduo, sendo assim, o consumo deste produto deverá ser realizado mediante orientação de um Nutricionista. Uma dieta deve incentivar a adoção de práticas alimentares saudáveis e mudanças de hábitos inadequados, estando tudo isso associado a atividades físicas regulares e uma hidratação satisfatória. Qualquer medida que não envolva tais fatores apresentará resultados duradouros, podendo, ainda oferecer risco nutricional a você.

Referências
BONTEMPO, M. Óleo de coco extra virgem. Disponível em: http://bit.ly/csuFaC.
MACHADO, G.C.; CHAVES, J.B.P.; ANTONIASSI, R. Composição em ácidos graxos e caracterização física e química de óleos hidrogenados de coco babaçu. Revista Ceres,53(308):463-470, 2006 .
ASSUNÇÃO, M.L. Alterações dos fatores de risco cardiovascular segundo o consumo de óleo de coco. Disponível em:http://en.scientificcommons.org/30094686.
ENIG, M. G. Health and Nutritional Benefits from Coconut Oil: An Important Functional Food for the 21st Century.  Presented at the AVOC Lauric Oils Symposium, Ho Chi Min City, Vietnam, 25 April 1996.

4 comentários:

Anônimo disse...

Olá, sou nutricionista também e gosto muito das matérias de vocês! Acompanho sempre ;)
Muito sucesso pra toda a equipe!
Jéssica Borges

14/3/12
Anônimo disse...

Oii,
Adoro as matérias de vcs, sou estudando de nutrição.
E sempre acompanho as noticias...

Muito sucesso a todos!

Nátulli P. Bamonde

14/3/12
Equipe Dicas de Nutrição disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Dicas de Nutrição disse...

Nós ficamos muito contentes. É isso ai, acesse nossa fanPage http://www.facebook.com/dicasdenutricao

20/3/12

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