Comer no Horario

por Dra Rita de Cassia Sales Coutinho Caputi – Nutricionista RJ

“Saco vazio não pára em pé”, já dizia o velho ditado popular, que apesar de antigo e popular, não deixa de ser um fato. 
Nosso corpo é uma verdadeira máquina, que precisa de energia para realizar as suas inúmeras funções diárias. Indivíduos que, por exemplo, têm por hábito se exercitar em jejum, ficar sem se alimentar por longos períodos para emagrecer, não imaginam o mal que fazem ao próprio organismo. 

Pode até ser que essas pessoas tenham uma redução de massa corporal, mas tal redução não é saudável, pois como todos nós sabemos, “tudo o que vem fácil, vai fácil”. 

Além disso, ao passar muitas horas sem receber nutrientes, nosso organismo, em um mecanismo de sobrevivência, “entende” que deve estocar energia porque sua escassez é grande, e quando finalmente nos alimentamos, ele utiliza uma parcela dessa energia para continuar suas atividades vitais e armazena o restante, em forma de gordura (triglicérides). 

Com o tempo, isso ocasiona uma redução de nossa taxa metabólica basal (energia necessária para a realização de funções básicas, como respirar, batimentos cardíacos, funcionamento de todo o organismo), juntamente a um aumento de triglicérides e de colesterol. 

Resumindo: ao nos alimentarmos após várias horas de jejum, sentimos maior nível de fome, ingerimos uma quantidade de energia superior à que precisamos e ainda a estocamos, resultando no tão temido ganho de peso e no desnecessário risco de doenças crônicas não transmissíveis. 

Daí vem a importância do profissional nutricionista e da adequação da reeducação alimentar ao cliente/paciente, conscientizando-o de que seu sucesso depende muito mais de seus esforços e iniciativa. Tal reeducação deve priorizar uma alimentação regular ao longo de todo o dia, com cinco a seis refeições diárias, de três em três ou no máximo, de quatro em quatro horas, a fim de manter nosso metabolismo sempre ativo. 

A partir da ingestão de macro (carboidratos, de preferência, integrais; proteínas e lipídeos benéficos, como os ácidos graxos mono e poli-insaturados), micronutrientes (vitaminas e minerais) advindos dos alimentos, além da água, todos nos momentos certos, em suas quantidades apropriadas e equilibradas, sentimos maior saciedade e menor necessidade de “beliscar” e consumir guloseimas, pois estaremos fornecendo a nosso organismo grande parte do que ele precisa para funcionar e para nosso cotidiano, diariamente. 

E, adicionalmente, caso queiramos consumir, por exemplo, um doce ou um chocolate, não teremos uma preocupação tão grande em relação a ganhar peso, pois o consumiremos em quantidades adequadas, e não como se ele fosse a última das últimas guloseimas. Saúde!

0 comentários:

ÚLTIMOS COMENTÁRIOS

ARQUIVO