Propriedades óleos de coco e cártamo


por Dra. Evla Ferro – Nutricionista Alagoas

Durante algumas décadas o óleo de coco foi considerado uma ameaça à saúde por apresentar alta quantidade de gorduras suturadas (aquelas que provocam aumento do mau colesterol). Recentemente este óleo vem sendo bastante consumido por pessoas que buscam emagrecer. 

De fato, novas evidências surgiram demonstrando que o consumo de óleo de coco poderá trazer benefícios à saúde, tais como:

*Aumento do HDL colesterol (“colesterol bom”);

*Diminuição da circunferência da cintura;

*Efeitos antiinflamatórios, analgésicos e antifúngicos.

Alguns desses efeitos podem ser atribuídos ao ácido láurico, principal ácido graxo presente no óleo de coco. Embora o ácido láurico provoque aumento do colesterol total (como a maioria dos ácidos saturados), ele diminui a relação colesterol total/ HDL, devido a um aumento do HDL. Na maioria dos estudos foi utilizada uma dose de 30 mL/dia (em torno de 3 colheres de sopa), durante quatro semanas.

O óleo de coco é uma fonte energética rapidamente utilizada pelo organismo, apresentando propriedades benéficas à saúde, embora mais estudos sejam necessários. Por ser uma mistura de ácidos graxos saturados, é desejável que seu consumo seja acompanhado de um planejamento alimentar a fim de não ultrapassar as recomendações de ingestão para esse tipo de gordura (até 10% das necessidades calóricas totais).

Já o óleo de cártamo é extraído de sementes de cártamo, também conhecido como açafrão bastardo. É um óleo rico em ômega 6 (ω 6) que tem demonstrado apresentar alguns benefícios à saúde, embora os estudos ainda sejam escassos. Entre os benefícios do óleo de cártamo destacam-se:

*Diminuição da gordura na região do tronco (abdominal);

*Discreto aumento da massa magra

*Melhora do controle glicêmico e metabólico em mulheres diabéticas.

Acredita-se que o óleo de cártamo inibe a ação de uma enzima responsável pelo acúmulo de gordura (LPL), mas não há muitos estudos elucidando os mecanismos de ação. A dose utilizada nas pesquisas foi de 8g diárias, equivalente a 2 (duas) cápsulas de 1g nas refeições principais e em um dos lanches, por um período de doze semanas.
É importante ressaltar que ainda não há estudos que esclareçam sobre os possíveis efeitos adversos. Portanto, pessoas com alguma patologia ou em condições fisiológicas especiais só deverão consumir o óleo sob a orientação de um profissional.

1 comentários:

Anônimo disse...

Ola Dra Evla.

Achei interessante este tema. Pode me enviar as referências desta matéria?

brito_gabi@hotmail.com

Obrigada.

Gabriela Brito

13/4/12

ÚLTIMOS COMENTÁRIOS

ARQUIVO