Saúde Mental Nutrição Funcional


Dra. Ana Paula Fidélis – Nutricionista MG



Sintomas como alteração de humor, irritabilidade, estresse, ansiedade, compulsão alimentar, desejos por certos alimentos, falta de concentração, redução de memória, doenças como Alzheimer, Parkinson, depressão, fadiga, estresse todos eles estão relacionados com a alimentação e a forma como seu corpo processa informações.

Estes distúrbios estão relacionados com o famoso estado de inflamação e de produção de radicais livres no corpo decorrente de uma série de fatores. A inflamação e radicais livres são causados por uma falha no sistema imunológico em manter o equilíbrio diante de um evento. Esta falha na imunidade é por causa dos excessos cometidos, proteínas alergênicas, poluentes ambientais, substâncias não reconhecidas pelo corpo, alimentação inadequada, baixa colonização de bactérias benéficas e outros. Os radicais livres também são produzidos em atividades físicas.

Existem alguns alimentos que possuem as proteínas alergênicas e estas consumidas cronicamente irão desencadear a super estimulação do sistema imunológico e por isso haverá falha no mesmo em eliminar esta proteína ou alguma substância. As proteínas alergênicas que estão relacionadas com sintomas de hipersensiblidade alimentar são o glúten presente na farinha de trigo, centeio, cevada, malte e aveia, betalactoglobulina presente nos leite e derivados e outros grupos de alimentos como oleaginosas, carne vermelha, ovo, soja, milho e outros. Uma frase muito importante é: Um alimento pode ser um remédio para um e veneno para o outro.

Esta frase é muito importante para prevenir doenças e alterações em sintomas. Os sintomas citados no começo do texto podem ser melhorados com uma alimentação equilibrada mas especifica a cada individuo.

A hipersensibilidade ao glúten, está relacionada com o aparecimento de sintomas psiquiátricos como ansiedade e depressão, falta de concentração e pouca memória. Também com autismo e hiperatividade. Estudos mostram a redução destes sintomas quando há exclusão ou redução do consumo na dieta.
É importante conhecer o alimento que pode estar desencadeando o sintoma. Mas vários hábitos inadequados prejudicam a saúde mental.

Veja a lista abaixo os maus hábitos e a relação com a baixa saúde mental:

Consumo excessivo de conservantes, corantes e toxinas: alimentos prontos, adoçante industrializado, refrigerante, produtos de padaria, sucos de caixinha, suco em pó, gelatina em pó, chips, doces industrializados com balas, pirulitos, etc;

Consumo de açúcar simples: refrigerante, doces em geral, chocolate com pouco cacau, pães, bolos, tortas, suco pronto, suco em pó, biscoitos, refrescos, arroz branco;

Consumo de gorduras saturadas e hidrogenadas: produtos de padaria, carne vermelha, fritura, salgadinhos, chips, bolos, tortas, salgados assados, biscoitos, leite e derivados;

Pouca ingestão de água;

Uso de Bebida Alcoólica;

Uso de adoçantes como ciclamato de sódio, sacarina sódica, aspartame, acessulfame K;

Há uma série de alimentos que melhoram a saúde mental e os sintomas descritos. Eles são alimentos antiinflamatórios e antioxidantes. Veja na lista abaixo:

Abacate;
Oleaginosas;
Ovo;
Peixes – salmão, sardinha, atum
Açaí (sem o xarope)
Vegetais verde-escuros;
Feijão;
Chá verde;
Linhaça;
Aveia;
Azeite extravirgem;
Romã;
Uva.

1 comentários:

Edna Melo disse...

Utilizo adoçantes com frequência mas sei que isso não é bom. É uma alternativa, mas errada. Meu objetivo é deixar de utilizar os adoçantes artificiais, assim como não uso sal pra cozinhar, quero fazer doces com o próprio sabor dos ingredientes apenas. Chego lá! Adorei o post! Bjsss!!!

17/4/12

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