Constipação (prisão de ventre) em Crianças



Coluna “Help Dieta” pela Dra. Gabrieli Comachio



            Os distúrbios de defecção são um problema frequente em crianças e representam aproximadamente 3% das consultas em pediatria de um modo geral e entre 10 a 25% das consultas em gastroenterologia infantil. Dentro deste grupo de transtornos, a constipação intestinal (prisão de ventre) que é uma doença que faz com que o intestino funcione com dificuldade, assim cada vez mais devagar.
            Normalmente a retenção fecal se inicia quando as crianças aprendem a controlar os esfíncteres (músculos circulares que, sob a ação da vontade do indivíduo, abrem
ou fecham outras tantas cavidades do corpo humano), ou no inicio da idade escolar. Com a retenção, voluntária ou não, que se prolonga no tempo além do devido, as fezes se acumulam no intestino chegando a se juntar em grande quantidade, com diminuição do seu conteúdo de água, o que as torna muito duras e secas.
            A dificuldade aumenta com o tempo o que leva a criança a reter as fezes voluntariamente, por medo a evacuar (adota uma postura ereta com as pernas juntas, contraindo os músculos, evitando a defecação). Como consequência, o reto se acomoda ao conteúdo de fezes, e a vontade de defecar desaparece. Deste modo, as fezes se tornam cada vez mais difíceis de evacuar, o que leva a um círculo vicioso, no qual o reto se distende devido ao conteúdo anormalmente volumoso e firme. As principais causas da constipação intestinal são: hábitos alimentares irregulares, falta de fibras na alimentação, inflamações intestinais e falta de atividade física. Assim o bom funcionamento do intestino está diretamente ligado à boa alimentação.
            O quadro clinico da constipação intestinal varia muito, desde eliminação de fezes com desconforto até dor ao evacuar, que se acompanha de gritos e sintomas de retenção.
Confira as dicas para Alimentação da criança constipada:
■ Aumentar      a Ingestão de fibras – constituintes de alimentos vegetais, que aumentam o      volume das fezes, aceleram o movimento do intestino e diminuem o tempo que      os alimentos digeridos permanecem nesse órgão. Fonte: maior concentração      nas leguminosas (feijão, grão-de-bico, ervilhas, lentilhas, soja), nos      cereais integrais (arroz, milho, aveia, trigo), legumes, verduras, frutas      e vegetais folhosos.
■ Aumentar      a quantidade de fibras de forma brusca pode levar à formação de gases e      causar desconforto, por isso, essa modificação na alimentação deve ser      gradativa.
■ Aumentar      a Ingestão de água – pelo menos quatro copos de água por dia, para manter      a hidratação do corpo e propiciar o bom funcionamento do trânsito      intestinal. A água é fundamental para umidificar as fezes.
■ Uma      maneira prática de aumentar a quantidade de fibras na dieta da criança que      não aceita legumes e vegetais folhosos é misturar esses alimentos ao      arroz, em massas de bolo salgado, tortas e bolinhos. Outra sugestão é      substituir parte da farinha de trigo, no preparo de bolos, por aveia,      farelo de aveia ou de arroz.
■ Manter      horários regulares para as refeições farão com que as crianças ingiram      volume suficiente de comida, estimulando o intestino ter melhor      funcionamento.
■ Atividade      física regular – crianças mais ativas, que fazem caminhadas, brincadeiras      ou exercícios regulares, têm pouca chance de ficar constipadas.
■ Em      média 2 anos de idade a criança ainda não tem consciência do tempo entre a      vontade de urinar ou evacuar e a realização destes sendo um motivo para      que os pais não a repreendam. É importante que os adultos pais não nomeiem      o cocô e o xixi como algo ruim ou nojento associando a algo errado e sujo,      pois para a criança estes produtos fazem parte dela, portanto são naturais      e espontâneos e sendo criticada por isso pode deixar a criança confusa      achando que fez algo ruim e repugnante.
■ Ter      horário para ir ao banheiro – para condicionar o intestino a funcionar      corretamente. A melhor hora á após as principais refeições, pois neste      momento todo o sistema digestivo está estimulado, o que facilita o      funcionamento do intestino. A criança precisa ficar numa posição      confortável para fazer cocô. Os pés devem ficar apoiados em banquinhos ou      em qualquer outro suporte.
Foto: Revista Crescer

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