Dieta por Jogador de Futebol Americano


por Dra Emyli Chaves Fernandes – Nutricionista MG



Antes, Durante e Pós Treino.

Os jogadores de futebol americano precisam maximizar o seu desempenho, treinar
o corpo para que esse seja veloz, forte e resistente e a mente para se manterem
concentrados. Para treinar e competir com sucesso, a alimentação é mais que
necessária, é primordial, para que seu corpo mantenha abastecido com os alimentos e
bebidas corretos.

A equipe de futebol americano pode contar com até 53 jogadores inscritos.
Simplificando, as posições são:

1. Ataque: O quarterback (QB) é a peça mais famosa do futebol americano. É a
peça central do ataque, encarregado de distribuir a bola. A bola quase sempre
passa primeiro pelas mãos do quarterback, não importando se a jogada será
realizada por terra ou por ar.
2. Recebedores: Também conhecidos como WR, têm a função de penetrar
rapidamente, sem bola na defesa adversária. Uma vez no território adversário,
se torna alvo dos passes do QB.
3. Running Backs: Também conhecidos como HB, FB ou SB Carregam a bola
em jogadas terrestres; abre caminho para o corredor, também bloqueia para
o QB em jogadas pelo ar. Pode receber a bola para uma jogada terrestre pela
sua força, tentando ganhar mais jardas.
4. Linha de bloqueadores: Também conhecido como C, dá início à jogada,
passando a bola por baixo de suas pernas para o QB, logo atrás dele. Esse
movimento se chama snap.
5. Defesa: Jogam no meio, nas pontas, atrás da linha de defesa e são
responsáveis pela cobertura.

A dieta de cada jogador deve ser específica, considerando sua área, intensificando
suas peculiaridades no jogo. Porém, o que mais vai diferenciar entre eles é a
quantidade e não a qualidade, pois cada jogador tem o seu gasto energético/calórico
específico, portanto a dieta deve ser calculada considerando o MET (unidade de gasto
energético por modalidade) de cada área para assim determinarmos a quantidade em
sua alimentação.

Alimentação Antes:

Antes do exercício é importante o consumo de carboidrato, pois sem o glicogênio o
organismo utiliza a proteína da massa magra do corpo para usar como energia, isso
gera fadiga e cansaço, além de consumir a massa magra.

A proteína intacta ingerida antes do treino é adequada quando houver um espaço
de pelo menos uma hora e meia entre a alimentação e a atividade física devido sua
digestão lenta. Por outro lado, quando a proteína esta na sua forma hidrolisada sua
absorção é mais rápida e eficiente pelo organismo podendo ser administrada mais
próxima do treino.

Assim como as proteínas, o consumo de lipídios também é digerido de forma lenta,
sendo assim consumi-los próximo a atividade física, pode causar mal-estar, como
desconforto gástrico, flatulência e distensão gástrica atrapalhando o desempenho
físico.

De modo geral antes dos treinos a alimentação deve ser basicamente composta de
líquidos na quantidade suficiente para manter hidratação, pensando em facilitar o
esvaziamento gástrico, a mesma deve ser pobre em gorduras e fibras, logo, rica em
carboidratos para manter a glicemia e maximizar os estoques de glicogênio, moderada
na quantidade de proteína e deve fazer parte do hábito alimentar do atleta. (Sociedade
Brasileira de Medicina do Esporte, 2009).

Recomenda-se não apenas o consumo de carboidratos, mas também o consumo de
proteínas, que quando combinados de potencializam a liberação de insulina, além de
permitirem uma recuperação mais rápida após o exercício (Netto, 2005).

Exemplo de Lanche:

-Antes de 3 a 6 horas antes: Carboidratos de Alto Índice Glicêmico – Almoço ou
Sanduíches de Pão de Forma com Molho de Atum, tomate e orégano com Suco de
Laranja.
- Antes de 30 a 60 minutos: Carboidratos de baixo índice glicêmico – Um cacho
de Uvas Roxas (além do baixo índice glicêmico tem o Resveratrol, um poderoso
antioxidante, que vai auxiliar durante o jogo).

Alimentação Durante:
Durante o exercício os jogadores queimam muitas calorias e os músculos perdem a
energia acumulada, por isso é importante a reposição, com o objetivo de manter os
níveis plasmáticos de glicose para evitar a fadiga.

Para os Jogos de Futebol Americano oferecer a cada hora 30 a 60g de carboidratos
de alto índice glicêmico.

Para bebidas isotônicas, contendo glicose oferecer, a cada 15 a 20 minutos, 150 a
200 ml, sendo que as mesmas não devem ultrapassar 8% de carboidratos, pois pode
causar desconforto gástrico. O ideal é que essas bebidas tenham, em média, 4 a 8%
de carboidratos. Nesse momento do jogo não é interessante oferecer fibras, devido ao
possível desconforto gástrico que pode causar.

Exemplo de lanche: Carboidrato em Gel (Carbogel), Sachê de Mel de Abelha ou
Soluções como Gatorade, observando sempre a concentração de carboidratos e
Soluções com Maltodextrina.

Alimentação Depois:
A oferta de carboidrato imediatamente após o exercício físico estimulará a liberação
de insulina que participará na ativação de uma série de reações envolvidas no

anabolismo muscular. A associação de carboidrato e proteína é mais eficiente no
processo de síntese protéica e na manutenção dos níveis plasmáticos de glutamina. A
oferta de glutamina serve como substrato energético de células do sistema imune.

O ideal é utilizar a proteína após o treino, preferencialmente até duas horas após
para favorecer a recuperação e a síntese protéica muscular. A proteína é o regulador
mais importante do metabolismo proteico, porém não só a quantidade protéica, mas
a composição deve ser levada em consideração. Essa alimentação deve ser de alto
índice glicêmico.

Exemplo de Lanches: Ótimo momento para ingerir doce, para aquelas pessoas
viciadas, como Goiabinha, Gelatina, Rapadura acompanhado de uma fonte proteica
como Iogurte com Frutas, ou Sanduíche de Pão Branco com Geléia, ou Vitaminas de
Frutas com Aveia e Quinua.

Portanto, é necessário a supervisão de um (a) nutricionista especializado para uma
orientação segura e sem riscos à saúde. Um check-up é conveniente a fim de que
sejam afastadas quaisquer probabilidades de queda de rendimento por problemas
clínicos ou outros problemas provenientes de uma má alimentação.

Por Dra. Emyli Chaves

Nutricionista Clínica, Esportiva e Estética – CRN9 10794.

Especialista em Nutrição Clínica

Pós-graduanda em Nutrição Esportiva Funcional - VP Consultoria

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