Dieta na Terceira idade

POR Dra. Cristiane Tecchio Nutricionista MG

Entende-se por envelhecimento o processo caracterizado por alterações fisiológicas, psicológicas e sociais que ocorrem no decorrer dos anos vividos, com consequente limitação do organismo na sua capacidade de adaptação ao seu próprio ambiente. 

O organismo, com o passar dos anos, começa a diminuir o “ritmo” de seu funcionamento. As funções fisiológicas normais exercidas durante toda a juventude começam a ficar deficientes e lentas, facilitando o aparecimento de algumas patologias. Podem ocasionar deficiências nutricionais e/ ou o excesso de determinadas substâncias maléficas no organismo. Todos os sistemas começam a sofrer mudanças que impedem o funcionamento eficaz do organismo, como ocorria na juventude. 

Desânimo e depressão podem acometer o idoso, causando certa “preguiça” em preparar alimentos saudáveis e variados, ocasionando a monotonia alimentar. Essas alterações afetam o estado nutricional, que por sua vez se relaciona à saúde. Nesse contexto, uma alimentação saudável e a manutenção do estado nutricional adequado são fatores importantes para a saúde proporcionando um envelhecimento bem sucedido. 

Vejam algumas orientações alimentares para o idoso: 

3 a 4 porções de leite e derivados ou substitutos do cálcio, 
2 a 3 porções de carnes ou substitutos, 
3 a 5 porções de hortaliças, 
2 a 4 porções de frutas e 6 a 12 porções de cereais; 
Média de 1.900kcal para sexo feminino e 2.1 00 kcal para sexo masculino; 
1 g ptn/kg/ dia (monitorar funções renal e hepática); 
1.200mg de cálcio a partir de leite e derivados (especialmente o iogurte pela melhor digestão e absorção de cálcio); suplementos em caso de desnutrição: Sustagem®, Sustain®, NutrenPró-Active® ou Nutren Diabetes®' carnes magras: lagarto, filé mignon, coxão duro/mole, patinho, alcatra, músculo; 

Alimentos ricos em vitamina E (antioxidante): oleginosas, gérmen de trigo, óleo de girassol, abacate; 

1,5 a 2,01 líquidos/dia; ameixa, laranja, mamão e cereais integrais (para evitar uso de laxantes) em caso de redução do paladar e olfato, garantir zinco (agrião, pasta de gergelim, broto de alfafa), ácido folico (feijão em sopas, creme de espinafre, abacate), vitamina A (salsa, fígado, escarola) e B 12 (cavala, salmão, carne bovina moída ou suplementos); 

Melhorar o sabor dos alimentos com orégano, manjericão, pimenta, alho, limão, alecrim (alimentos saborosos liberam endorfinas e incrementam o sistema imune); alimentos ricos em tiamina (pela redução da eficiência metabólica): levedo de cerveja, amendoim, farelo de arroz, Sustagem®); 

Alimentar-se socialmente por promover maior consumo; chás de camomila, erva-doce, capim limão, maçã; 

Bebidas aquecidas em casos de hipotermia: chocolate quente, leite com chá de ervas claras, leite com café pingado, caldos de hortaliças, sopa de ervilha com cenoura, sopa de feijão com massa. carnes gordas: picanha, fraldinha, acém, capa de filé, contrafilé, bacon; caldos de carne em cubos, carne-seca, azeitona; doces, tortas, balas, açúcares (pela progressiva intolerância à glicose); 

Excesso de café, coca-cola, chá-preto, mate.

FONTES:
FREITAS, Angélica M de Pina; PHILIPPI, Sonia Tucunduva and RIBEIRO, Sandra Maria Lima. Listas de alimentos relacionadas ao consumo alimentar de um grupo de idosos: análises e perspectivas. Rev. bras. epidemiol.[online]. 2011, vol.14, n.1, pp. 161-177. ISSN 1415-790X. 

KNIBEL , Marcela Paranhos; ASSIS, Dora Cardoso de . Nutrição contemporânea: saúde com sabor. Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2010. LUÍS, Catarina Isabel Figueira Fernandes. Influência da Nutrição no Envelhecimento: a caminho da longevidade. Tese para obtenção do título de licenciatura em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, 2010. 

LEÃO, Leila Sucupira de Souza; GOMES, Maria do Carmo Rabello. Manual de nutrição clínica: para atendimento ambulatorial do adulto. Petrópolis- Rio de Janeiro. Edição: 10ª, Editora Vozes, 2010.

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