Síndrome do ovário policístico (SOP)


por Dra. Henriqueta Mendes – Nutricionista RN


Os ovários são dois órgãos, um de cada lado do útero, responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e por acolher os óvulos que a mulher traz consigo desde o ventre materno. A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma das desordens endócrinas mais freqüentes em mulheres na idade reprodutiva, com prevalência de 6 a 10%. Estima-se que, no mundo, cerca de 105 milhões de mulheres entre 15 e 49 anos de idade apresentam a
SOP. O quadro clínico da SOP é variável, mas, em geral caracteriza-se por produção excessiva de pelos e/ou acne, com ausência de ovulação associada a distúrbio menstrual e infertilidade.

A SOP é um importante fator de risco para o desenvolvimento de diabetes mellitus do tipo 2
(devido a resistência a ação da insulina que este grupo apresenta), doenças cardiovasculares (DCV), obesidade, infertilidade e câncer do endométrio. Além disso, pelo menos 50% das mulheres com SOP são obesas. Desta forma, seu tratamento e prevenção são essenciais para garantir saúde e qualidade de vida.

A síndrome dos ovários policisticos não tem uma etiologia conhecida, mas sabe-se que ocorre uma disfunção hipotalâmica (pituitária) e resistência a insulina. A hiperinsulinemia estimularia a produção excessiva de androgênios (hormônios masculinos) pelos ovários.

Conheça os sintomas

::: Ovulação comprometida e ciclo menstrual alterado e espaçado – muitas mulheres
menstruam apenas duas ou três vezes por ano;
::: Produção excessiva de hormônios masculinos (andrógenos);
::: Hirsurtismo (pelos mais grossos em locais como tórax, queixo, buço, abdômen, seios
e coxas);
::: Acne;
::: A obesidade é uma manifestação que piora o problema. Muitas mulheres não
apresentam sintomas até engordar;
::: Aumento dos ovários e infertilidade;

Ovário policístico x cisto no ovário

::: São problemas diferentes. Geralmente, na síndrome, existem de 10 a 20 pequenos
cistos com meio centímetro de diâmetro, enquanto os cistos de ovário são únicos e bem
maiores, medindo de três a 10 centímetros.

Dúvidas frequentes:

Mulheres que têm esta doença podem engravidar com tratamentos cirúrgicos ou médicos corretos. As gestações são geralmente normais;

Maior risco de câncer de endométrio e mama;

Infertilidade (o tratamento precoce da doença ovariana policística pode ajudar a prevenir a infertilidade ou aumentar a chance de se ter uma gestação saudável);

Doenças vinculadas à obesidade (IMC acima de 30 e circunferência da cintura maior que 90 cm), como pressão arterial alta, problemas cardíacos e diabetes.


Suplementação:

A utilização destes suplementos e suas dosagens são extremamente particulares e não devem ser suplementados sem o acompanhamento de um nutricionista/Médico.

Estas recomendações podem estar associadas ou não a uma suplementação de micronutrientes e outros componentes que melhoram a sensibilidade a insulina, como zinco, cromo, magnésio, vitamina E, N-acetilcisteína, inositol, ácido alfa lipóico, óleo de peixe e vanádio. 

A associação do trabalho nutricional à conduta médica, pode significar mais qualidade de vida para o paciente.


Orientações Nutricionais:

Manter sempre o peso saudável, pois as mulheres obesas com ovário policístico apresentam maior risco de doenças cardíacas;

O uso controlado de bebidas alcoólicas deve ser mínimo e eventual;

Consumir óleos como o de linhaça, azeite extra-virgem, óleo de canola. Mas sem exagero!!!

Preferir carne magra de aves (peito de frango) .peixes ricos em ômega-3 (atum, cavala, arenque, sardinha, salmão);

Aumentar o consumo de alimentos ricos em fibras,como cereais integrais (pão, macarrão, arroz, biscoito),frutas, verduras e farelos (aveia, germe de trigo, farinha de linhaça);

Diminuir o consumo de refrigerantes, doces e açúcar em geral. Optar pelo sabor natural dos alimentos;

Evitar frituras e alimentos com gordura trans (biscoito tipo recheado, sorvetes);

Evitar o uso de banha, toucinho, gordura vegetal hidrogenada;

Procure fazer as refeições em horários regulares (5 a 6 refeições por dia), comendo
menos de cada vez,devagar e mastigando bem os alimentos. Não ficar longos períodos
sem se alimentar, comer de 3 em 3 horas;

Evite o uso de leite integral e queijos amarelos. Prefira o leite desnatado e queijos brancos;

Aumentar o consumo de água e Evitar alimentos que elevam a glicose rapidamente (balas, chicletes, doces, pirulitos, melancia, abacaxi, suco de laranja concentrado).

Associar a prática regular de atividade física a estas dicas, durma bem e não fume.

Em caso de duvida consulte um nutricionista para balancear a sua alimentação.

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