Orientação Nutricional Lactente


POR Dra. Henriqueta Mendes – Nutricionista RN


O objetivo principal da alimentação da mãe que amamenta (nutriz) é garantir a ingestão de
todos os nutrientes necessários para sua saúde.

Uma mãe saudável, bem nutrida, tem mais chances de amamentar plenamente, com sucesso.
Estima-se que para a produção do leite, uma nutriz necessite ingerir um acréscimo de, no
mínimo, 500 calorias e 15g de proteínas por dia, em função do gasto de calorias para a produção do leite. Isto pode ser conseguido através de uma dieta variada que forneça todos os nutrientes essenciais.

A ingestão de líquidos é muito importante para garantir a boa produção de leite; pelo menos 1
litro de água, mais chás e sucos naturais devem ser ingeridos diariamente. Isso evitará a desidratação e com isso a diminuição da produção de leite.

Quanto ao peso, uma perda gradativa nos primeiros 6 meses após o parto é aceitável; caso
contrário, o êxito da lactação pode ser limitado e a criança pode sofrer um suprimento insuficiente de leite para satisfazer suas necessidades.

Amamentando ou não, deve-se esperar pelo menos 6 semanas após o nascimento do bebê para iniciar uma pequena restrição calórica e atividade física. É necessário um aporte energético para se recuperar do parto e lidar com as necessidades do bebê.
Após o primeiro mês depois do parto, é esperada uma perda de peso gradual de 0,5 a 1 kg por mês. A perda de peso muito rápida pode ter relação com a redução do volume do leite produzido. 

A amamentação auxilia na recuperação do peso anterior, devido ao fato de que a produção do leite requer cerca de 800 calorias diariamente, e a gordura armazenada durante a gestação normalmente provê apenas 300 dessas calorias. Dessa forma, são necessárias cerca de 500 calorias extras para obter energia necessária para amamentar. São 200 calorias a mais do que na gestação.

Alguns tabus não são verdadeiros; a cerveja por exemplo, é uma bebida alcoólica e por isso
deve ser evitada durante o período de amamentação. É um mito acreditar que ela aumenta a
produção de leite. Há muitas crenças com relação à dieta da mãe durante a amamentação. Cólicas e “assaduras” são muitas vezes atribuídas a certos alimentos ingeridos pela lactante. 

Um dos poucos estudos testando a associação de determinados alimentos com sintomas na criança evidenciou uma associação positiva entre cólicas e ingestão materna de leite de vaca. Há autores que sugerem a retirada, por duas semanas, do leite de vaca e de ovos da dieta de mães que estejam amamentando crianças com eczema ou sintomas gastrintestinais, como prova terapêutica. Estaria indicada a retirada desses alimentos da dieta
da mãe somente se os sintomas da criança, após uma melhora substancial com a retirada dos alimentos, piorassem com a reintrodução dos mesmos.

Algumas recomendações:
• Evitar grandes quantidades de café, chá preto, chocolate, alimentos com corante, alimentos light e adoçantes artificiais.
• Não exagerar em temperos de odor forte, como o alho.
• Não fumar nem fazer uso de bebidas alcoólicas.
• Não tomar medicamentos sem orientação médica, pois algumas drogas podem ser transmitidas para o leite. 
Procurar comer peixe duas a três vezes por semana.

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