Alimentação ajuda a combater o Estresse



por Dra. Flavia Francellino - Nutricionista SP


Uma primeira afirmação pode ser feita: estamos acostumados a falar de estresse como algo negativo. Na verdade, o estresse é um mecanismo de defesa do organismo. A cultura e a vida moderna foram o que o transformou em algo nocivo. O estresse pode se apresentar de diversas maneiras como dor nas costas, tensão cervical, insônia ou fome compulsiva1, sendo este o que de fato iremos abordar.
Acontece  que a comida tem sido o consolo imediato para muitos, sob a afirmativa de que comer apazigua a ansiedade. É de fácil compreensão o equívoco através do raciocínio de que a a busca pela cura da ansiedade é de exclusividade dos alimentos, e neste caso, os doces como chocolates são prioridade. É comprovado que o chocolate é um alimento altamente nutritivo, fonte de proteínas, gorduras, sais minerais (cálcio, magnésio, ferro) e vitaminas, e que contém alto teor de flavonóides (antioxidantes que podem ajudar a reduzir os riscos de doenças no coração) e de substâncias precursoras da serotonina e endorfina (responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar)2 3. Aí está o motivo para se aliar chocolate à ansiedade. Mas há um pequeno porém: o chocolate pode proporcionar vários benefícios SE E SOMENTE SE for consumido em quantidade ideal (que segundo a Organização Mundial da Saúde, é até 30 gramas por dia). Neste caso, o abuso deduz gorduras e calorias extras. E então o estresse ganha título de vilão por estar associado à obesidade.
Parar lidar com o estresse é preciso lidar com a causa do problema1. Amenizá- lo através de consolos tais como doces em excesso não pode ajudar ninguém.  Opte pela prática de uma atividade ou um hobby, algo que lhe faça bem.  Se evitar não é possível, reduza o consumo de alimentos inferiores no quisito qualidade nutricional, como balas, chocolates e bebidas açúcaradas. Para isso, um planejamento é fundamental.
De qualquer maneira, a chave está na quebra no binômio compulsão alimentar e estresse. E para tal, ter o entendimento que a compulsão não é a solução1, é importante.

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