Adoçantes são seguros para saúde


Adoçantes artificias

por Dra. Fabiana Neumann - Nutricionista RS


Os adoçantes (edulcorantes artificiais) são frequentemente alvo de diversas dúvidas, sobretudo quando o assunto é o câncer. As preocupações com os adoçantes surgiram logo que eles foram introduzidos no mercado. A sacarina e o ciclamato são os adoçantes artificiais mais antigos e ambos já foram relacionados a cânceres em ratos e cobaias de laboratórios. 

O aspartame também é amplamente criticado e atribuído a ele algumas doenças como esclerose múltipla, doença de Alzheimer, tumores cerebrais, problemas nervosos e outros problemas de saúde.

Na verdade, vários estudos foram realizados ao longo dos ultimos anos tentando comprovar a real toxicidade dos adoçantes ao nosso organismo, mas até o momento nenhum estudo foi efetivamente conclusivo.

Portanto, segundo a FDA (Food and Drug Admnistration) os adoçantes são seguros desde que observadas as indicações de uso e as quantidades máximas de ingestão recomendadas.

Os adoçantes são uma mistura de edulcorantes, compostos naturais (frutose, sorbitol, monitol e esteovídeo ) e artificias (aspartame, ciclamato, sacarina, assesulfame-k, sucralose) responsáveis pelo sabor doce do produto.

Os adoçantes deveriam ser uma alternativa no tratamento do diabetes e da obesidade, como substituto da sacarose (açúcar), no entanto, o que se observa, é o uso indiscriminado desses produtos com a desculpa de “ingerir menos calorias”. E cada vez mais vemos as pessoas consumindo produtos “diet” e “ligth”, sem necessidade e sem controle de quanto estão ingerindo de edulcorantes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, “na hora de escolher um adoçante deve se considerar a segurança, o paladar e o custo. O adoçante seguro é aquele que sofre regulação de órgãos oficiais com comprovada credibilidade científica, os quais liberam ou não o consumo para humanos, além de determinar a dose máxima por dia. Quanto ao paladar devem ser verificados quais os adoçantes que podem ir ao fogo e o seu poder de adoçar, para que o uso incorreto (altas temperaturas e excesso de gotas) não acentue o resíduo amargo. E finalmente o custo, embora seja um dos principais determinantes na escolha dos adoçantes, deve- se avaliar o custo/benefício no momento da compra do adoçante, uma vez que o produto será utilizado de maneira contínua por muitos anos”.

Segundo a ABIAD (Associação Brasileira da Industria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres) “o uso de adoçantes destinam-se principalmente para diabéticos, que precisam controlar o consumo do açúcar ou mesmo retirá-lo da dieta. Como o açúcar é um dos principais componentes da dieta e acaba contribuindo com um alto aporte de calorias, sua substituição pelos adoçantes permite um benefício adicional importante, relacionado à substancial redução calórica para atender aos pacientes que precisam reduzir ou controlar o seu peso”.

Na tabela abaixo são listados os tipos de adoçantes comumente usados no Brasil com a respectiva dose máxima e Instituição oficial que liberou para o consumo.



Os adoçantes, assim como alimentos “diet” e “ligth” são produtos dietéticos e para fins especiais, e como tal devem ser avaliados para o consumo. Busque sempre informação e leia com atenção os rótulos dos alimentos, principalmente os importados. Produtos dietéticos não substituem a alimentação natural e nutritiva.

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