DICAS ALIMENTAÇÃO MIASTENIA GRAVE


Dra. Andrea Gonçalves Neves – Nutricionista RS

POSSÍVEIS INTERVENÇÕES NUTRICIONAIS NA MIASTENIA GRAVE

Miastenia grave é uma doença crônica, autoimune, caracterizada por fraqueza em alguns
músculos voluntários e fadiga rápida, que compreende a um defeito na transmissão dos
impulsos nervosos na junção neuromuscular. Esta fadiga aumenta quando há esforço
dos músculos de forma repetitiva com tendência a diminuir em repouso. Os músculos
inervados pelos nervos cranianos são os mais afetados (facial, lingual, ocular, músculos da
mastigação e deglutição). A síntese ou a liberação inadequada da acetilcolina parece estar
associada ao defeito na transmissão nervosa.

TRATAMENTO

Clinicamente, é tratada com a administração de compostos anticolinesterásicos de curta
duração ou brometo de piridostigmina, ou por corticosteroides. O tratamento cirúrgico
exige a remoção do timo – A OPÇÃO TERAPÊUTICA SEMPRE A CRITÉRIO DO
MÉDICO RESPONSÁVEL.

SINAIS E SINTOMAS

- Pálpebras caídas
- Dificuldade para falar ou engolir
- Dificuldade em respirar
- Fadiga ao mastigar
- Exaustão rápida após movimentos repetitivos
- Visão dupla
- Fraqueza muscular nos braços e pernas

INTERVENÇÃO NUTRICIONAL

Não há uma dieta específica para MG, em contrapartida, a debilidade ou diminuição do
tônus muscular usados no processo de mastigação e deglutição, prejudicam a segurança de
uma boa nutrição. A dietoterapia deverá ser baseada nos sintomas clínicos detectados em
cada caso. Vejamos alguns cuidados nutricionais, como;

- Manter ou recuperar o bom estado nutricional;
- Incluir alimentos de fácil deglutição;
- Modificar os alimentos em sua consistência (líquida, semilíquida, pastosa, branda ou
normal) para facilitar o processo de mastigação e deglutição;
- Aumentar o fracionamento das refeições e em pequenos volumes;
- Em casos mais graves de dificuldade para mastigar e deglutir, a administração da
alimentação via enteral se faz necessária;
- Adequar às quantidades vitamínicas pelo expressivo benefício ao sistema imunológico.
São elas: Vitaminas A, C, D, E e B12.

Observação: Por se tratar de uma doença de base autoimune, crônica, tanto o paciente
quanto outros profissionais de saúde com ele envolvidos, devem sempre seguir orientação
do médico especialista.

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