COCA- COLA ASSUME: ENGORDA MESMO, E DAÍ?

Sugestão de matéria Dra Fláaia Francellino - Nutricionista SP

Que a humanidade caminha para o fim dos tempos, disso ninguém duvida.
Está aí uma série de absurdos e calanidades que não nos permite o engano. Além
de toda consequência natural que o aquecimento global nos anuncia (aliás, que
fim se deu ao Protocolo de Kyoto?) e das previsões apocalípticas que nem os maias
conseguiram decifrar, esqueça: o fim do mundo foi anunciado pela confissão mais
aguardada do milênio. Alguém tinha dúvidas?

De New York, o jornalista da Revista Exame reproduziu o ocorrido. O texto
está disponível no portal da mesma. Embora a cada ano a americana Coca-Cola gaste
mais de 3 bilhões de dólares em propaganda para manter sua marca centenária no
topo da lista das mais valiosas do planeta, neste início de ano, porém, a empresa
decidiu mudar o tom e a mensagem de maneira inédita. Pela primeira vez em sua
história, pôs no ar nos Estados Unidos um anúncio em que discute por 2 minutos um
assunto que cada vez mais coloca seu principal produto na berlinda — a obesidade.

Também mostra que patrocina a pesquisa de novos adoçantes naturais e não está
mais abarrotando as geladeiras de lanchonetes das escolas só com refrigerante
mas também com sucos e chás. Depois de toda revelação, a empresa dividiu a
responsabilidade com os consumidores (óbvio!) e conclui: "Todas as calorias contam.
Se você bebe e come mais calorias do que queima, você vai engordar".

Outro anúncio na mesma linha, com duração de 30 segundos, foi ao ar nos
intervalos do programa de calouros American Idol, um dos campeões de audiência
nos Estados Unidos. Com o slogan "Be Ok" (ou "Fique bem"), mostra opções para
queimar as calorias contidas numa lata do refrigerante — andar com cachorro, jogar boliche ou andar de bicicleta. Uma campanha com o mesmo mote também foi lançada no Brasil.

Maior produtora mundial de bebidas, a Coca-Cola parte para essa estratégia
radical em meio a uma das maiores crises de imagem da indústria de refrigerantes.
Em 2012, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, aprovou uma medida para
banir a venda de bebidas açucaradas em copos com mais de 473 mililitros em
bares e lanchonetes – não há muito, notifiquei sobre a relação entre quantidade
do que se tem disponível e o que se ingere na prática (lembram???) e, de maneira
irrepreensível, é natural se apropriar de tudo o que se tem à disposição. Em outras
palavras, se você pode optar entre a pipoca pequena e a grande com a quantidade
tão sugestiva quanto a oferta, a probabilidade de se ingerir a grande e muito mais é
notória.

Lembrar os consumidores de que refrigerantes engordam não parece uma
tática muito recomendável. À primeira vista, a decisão contraria os manuais de
marketing que mandam associar uma marca só a características positivas — e deixar
para lá o que parecer desabonador. Ainda assim a campanha não agradou a todos. “É
uma defesa da companhia e não uma tentativa de promover a saúde pública”, afirma
Jeff Cronin, diretor da organização Center for Science in the Public Interest, que
monitora a qualidade da alimentação dos americanos.

É bem verdade que as calorias são um problema para quem deseja reduzir
e manter o peso, mas não apenas – fuja e evite tais bebidas se quer alcançar
qualidade. Não adianta se enconder atrás do light e diet, pois como já dito, bebidas
açúcaradas são refúgio de calorias vazias – pobre em nutrientes, rica em aditivos que
degradam a saúde.
Bem, mas há de se convir que depois dessa, só nos resta (ler) e esperar
ansiosamente por cenas dos próximos capítulos.

Fonte Portal Exame

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