Estética Nutrição


Por Juliana Gonçalves - Nutricionista CRN 7856
Mestre e Doutoranda em Ciências da Saúde: Cardiologia - IC/FUC (RS)
Especialização em Nutrição Clínica - CBES  (RS)
Especialização em Fitoterapia - Universidade de Léon (Espanha)



O colágeno é a proteína mais abundante do tecido conjutivo, sendo encontrada em várias partes da estrutura biológica animal, como por exemplo, na pele, nos ossos, nos tendões e nos dentes. Sua principal característica é a formação de fibras insoluvéis com alta força elástica, com capacidade de hidratação e reabsorção e baixa antigenicidade.  As fibras de colágeno começam a aparecer durante o desenvolvimento embrionário no processo inicial de diferenciação  dos tecidos. Mais tarde, torna-se, responsável pela integridade dos tecidos, dos ossos, cartilagens, pele e estrutura dos vasos sanguíneos  e outros órgãos, correspondendo à cerca de 30% das proteínas totais e a 6% em peso do corpo humano. Com grande resistência à tração, a principal função do colágeno é acomodar e modular as forças mecânicas externas e internas que são exercidas no organismo.
O colágeno exerce papéis fundamentais em nosso organismo, ele representa aproximadamente de 25%  a 30% de toda proteína presente no corpo humano e tem como função dar sustentação às células, mantendo-as unidas e firmes. Além disso, é o principal componente proteico de órgãos como a pele, ossos, cartilagens,  ligamentos e tendões. Como desempenha funções essenciais, o nutriente é naturalmente produzido pelo nosso corpo, desde que nascemos.
Com o passar dos anos, a produção de colágeno vai ficando reduzida, até chegar a níveis bastante preocupantes. Pesquisas mostram que, por volta dos 25 anos, o organismo começa a diminuir a produção de colágeno em contraposição à necessidade constante dessa importante molécula no processo de rejuvenescimento e reparação celular, o corpo sofre uma perda de por volta de 1% ao ano. Aos 50 anos, o corpo só produz em média 35% do colágeno necessário. Supõe-se que esta seja uma das principais causas do envelhecimento. Com a diminuição do colágeno, os músculos ficam flácidos, diminui a densidade dos ossos, as articulações e ligamentos perdem a elasticidade e a força, a cartilagem que envolve as articulações fica frágil e porosa. Os cabelos perdem o viço, pois diminui a espessura do fio capilar. A pele fica mais fraca, desidratada e sem elasticidade, culminando em flacidez e no aparecimento de estrias; o ganho de reserva lipídica é mais acentuado. Repomos o colágeno em nosso organismo por meio da alimentação. Entretanto, para adquirirmos a quantidade ideal que nosso organismo necessita, por meio da alimentação convencional é impossível. O colágeno é um alimento puro e é composto por cerca de 84-90% de proteínas, 2% de sais minerais e água,  é, também, livre de carboidratos e gorduras, assim como de colesterol ou purinas.
 A síntese do colágeno é fortemente estimulada pela vitamina C, porém os mecanismos de ação do ácido ascórbico nessa síntese ainda são desconhecidos. Sendo que os serem humanos são incapazes de sintetizar essa vitamina, a dose diária recomendada varia, de 60 a 100 mg por dia, considerando-se que para tabagistas essa dose é aumentada.  Estudos realizados em cobaias mostraram que em casos de deficiência da vitamina C, a pele é o órgão que mais sofre com essa privação, resultado de uma defesa do organismo, no intuito de poupar órgãos vitais.
Portanto uma adequada alimentação é fundamental para a manutenção do organismo, e cuidados estéticos associados são indicadores de uma pele saudável.

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