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Alimentação na Terceira Idade



por Dra. Flavia Francellino - Nutricionista SP



Segundo a  ONU, podem ser considerados idosos aqueles com idade superior a  65 anos nos países desenvolvidos e aqules com idade superior a 60 anos nos países em desenvolvimento, a julgar a questão socioeconômica e ambiental.
Sabe que também que o processo de envelhecimento é proveniente da senescência, que é dita como envelhecimento normal e da senilidade  que é considerada como sendo o envelhecimento patológico. Ainda assim, os idosos representam 30 a 40% da demanda dos serviços de saúde. Diante tantas considerações, endereço o assunto de cunho nutricional aos idosos.
Nesta fase da vida, é de se esperar que algumas alterações fisiológicas aconteçam e tem- se por conhecimento que há a atrofia papilas gustativas, o que acarreta uma dificuldade considerável para perceber doce/salgado e estragados; há a perda apetite, que causa a diminuição do prazer em se alimentar; há uma diminuição na secreção salivar, o que deixa a boca seca, tendo- se uma maior a necessidade de consumir  líquidos; tende- se a ter perda dos dentes, o que os leva a optar por alimentos menos sólidos podendo acarretar uma má nutrição, como também há uma diminuição da acuidade visual, levando à dificuldade para aquisição de alimentos, dentre outras alterações. Ressalto precesso de osteopenia, que nada mais é do que a perda da densidade óssea até 30% e a osteoporose, considerada como a perda da densidade óssea maior que 30%. E ainda perda de massa corpórea magra e do aumento na quantidade e distribuição do tecido adiposo subcutâneo, o que gera uma grande preocupação quanto à adequação das necessidades calóricas e de nutrientes.
Diante das afirmativas e tendo conhecimento das peculiaridades desta população, preza- se para um aporte adequado de proteínas, atentando- se para fontes proteicas de alto valor biológico, como carnes, ovo, leite e seus derivados ( proteínas de origem vegetal como feijão e soja são complementares) a fim de que se reverta/impeça o processo de massa corpórea magra. Para extinguir inapetência, muitas vezes causada por interações medicamentosas, deve- se fazer escolhas por alimentos atrativos: variar consistência, cores e sabores, servindo- os em menores porções e logo, deve- se aumentar frequência através do fracionamento das refeições e também aumentar consumo de fibras (verduras, legumes, frutas) e água. Líquidos devem ser evitados 30 minutos antes e durante as refeições, pois prejudicam a ingestão e podem fazer com que o idoso coma menos. E além de tudo, preza- se pela orientação nutricional e caso necessário, pode haver a suplementação de macro e micronutrientes.
            A título de curiosidade, em 1992, o USDA (United State Departament of Agriculture) propôs a pirâmide para adultos saudáveis e, em 1999, Russel e cols. desenvolveram uma pirâmide alimentar para o idoso, que difere, em alguns aspectos, da pirâmide alimentar do adulto. Recentemente foi divulgada uma nova versão mantém alguns conceitos já conhecidos, como a variedade de alimentos e a ingestão de água adequada, mas prioriza a forma com que os alimentos podem ser consumidos para melhor atender as necessidades desta população, alem de enfatizar a importância da atividade física regular e possível suplementação.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
GOULART, R. M., Alimentação para idosos.

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