por Dra. Flavia Francellino - Nutricionista SP
Sabe que também que o processo de envelhecimento é
proveniente da senescência, que é dita como envelhecimento normal e da senilidade
que é considerada como sendo o envelhecimento
patológico. Ainda assim, os idosos representam 30 a 40% da demanda dos serviços
de saúde. Diante tantas considerações, endereço o assunto de cunho nutricional
aos idosos.
Nesta fase da vida, é de se esperar que algumas alterações
fisiológicas aconteçam e tem- se por conhecimento que há a atrofia papilas
gustativas, o que acarreta uma dificuldade considerável para perceber
doce/salgado e estragados; há a perda apetite, que causa a diminuição do prazer
em se alimentar; há uma diminuição na secreção salivar, o que deixa a boca
seca, tendo- se uma maior a necessidade de consumir líquidos; tende- se a ter perda dos dentes, o
que os leva a optar por alimentos menos sólidos podendo acarretar uma má
nutrição, como também há uma diminuição da acuidade visual, levando à
dificuldade para aquisição de alimentos, dentre outras alterações. Ressalto
precesso de osteopenia, que nada mais é do que a perda da densidade óssea até 30% e a osteoporose, considerada como a perda da densidade
óssea maior que 30%. E ainda perda
de massa corpórea magra e do aumento na quantidade e distribuição do tecido
adiposo subcutâneo, o que gera uma grande preocupação quanto à adequação das
necessidades calóricas e de nutrientes.
Diante das afirmativas e tendo
conhecimento das peculiaridades desta população, preza- se para um aporte
adequado de proteínas, atentando- se para fontes
proteicas de alto valor biológico, como carnes, ovo, leite e seus derivados ( proteínas
de origem vegetal como feijão e soja são complementares) a fim de que se
reverta/impeça o processo de massa corpórea magra. Para extinguir inapetência,
muitas vezes causada por interações medicamentosas, deve- se fazer escolhas por
alimentos atrativos: variar consistência, cores e sabores, servindo- os em menores
porções e logo, deve- se aumentar frequência através do fracionamento das
refeições e também aumentar consumo de fibras (verduras, legumes, frutas) e
água. Líquidos devem ser evitados 30 minutos antes e durante as refeições, pois
prejudicam a ingestão e podem fazer com que o idoso coma menos. E além de tudo,
preza- se pela orientação nutricional e caso necessário, pode haver a suplementação
de macro e micronutrientes.
A título de
curiosidade, em 1992, o USDA (United State Departament of Agriculture) propôs a
pirâmide para adultos saudáveis e, em 1999, Russel e cols. desenvolveram uma pirâmide
alimentar para o idoso, que difere, em alguns aspectos, da pirâmide alimentar
do adulto. Recentemente foi divulgada uma nova versão mantém alguns conceitos
já conhecidos, como a variedade de alimentos e a ingestão de água adequada, mas
prioriza a forma com que os alimentos podem ser consumidos para melhor atender
as necessidades desta população, alem de enfatizar a importância da atividade
física regular e possível suplementação.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
GOULART, R. M., Alimentação para idosos.
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