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Dieta praticantes de UFC, LUTA


POR Dra Rita de Cassia Sales Coutinho Caputi – Nutricionista RJ


O Ultimate Fighting Championship, ou o mais comumente divulgado, UFC, tem ganhado cada vez mais espaço na mídia e também cada vez mais praticantes, inclusive de outras modalidades esportivas, como o Boxe, Muay Thai e Jiu-jitsu. Porém, não basta ser um adepto ao esporte, deve haver disciplina em relação à alimentação, para que o praticante tenha bom rendimento e bons resultados, pois a luta é um exercício que exige força, resistência e cujo treinamento tem características aeróbicas (presença de oxigênio).
Os lutadores, geralmente, têm um alto gasto calórico, e muitas das vezes, não alcançam suas necessidades energéticas somente com uma alimentação “convencional”, fazendo uso de suplementos protéicos, energéticos, vitamínicos e minerálicos para que toda essa demanda seja suprida. Além disso, durante o treino, é grande o gasto de carboidratos, e após, é necessária a reposição protéica e a dos carboidratos utilizados, para uma recuperação muscular e reposição energética adequadas.
As mulheres também têm se interessado bastante pela prática do esporte, porém, ao contrário dos homens, não se preocupam muito com a alimentação/suplementação, o que muitas vezes é importante. Como possuem menos massa muscular e mais massa adiposa, necessitando, assim, de uma suplementação proporcional ao seu gasto energético no treinamento. Adicionalmente, têm tendência à retenção hídrica, por conta dos hormônios sexuais femininos, devendo controlar a ingesta de sódio e de proteínas em sua alimentação.
Vão, a seguir, algumas dicas para uma alimentação equilibrada e adequada à modalidade esportiva:

Antes do treino, preferir alimentos fontes em carboidratos complexos, como massas, pães, biscoitos, arroz integrais e frutas de baixo índice glicêmico (ameixa, pêra, maçã, damasco seco, pêssego, etc), para uma gradativa liberação de energia e uma baixa liberação de insulina, não havendo uma queda brusca na glicemia no momento do exercício;
Durante o exercício, alimentos ou suplementos com médio e alto índice glicêmicos, para que o organismo continue disponibilizando energia (glicose), rápida, para a demanda do exercício. Nesse momento, muitos atletas preferem os suplementos líquidos, pois além de serem rapidamente absorvidos, não causam desconforto/peso no estômago;
Após o exercício, alimentos fontes em carboidratos de médio a alto índice glicêmico, associados a alimentos fontes de proteínas magras (peito de frango/peru, blanquet de peru, presunto de peru sem capa de gordura, peixe magro grelhado; queijos tipo ricota, cottage; tofu; dentre outros). Essa associação é fundamental para que haja reposição de glicose (através dos carboidratos consumidos) e recuperação muscular (através das proteínas consumidas), sem haver degradação do músculo exercitado.
É importante saber que: quanto mais extenuante o exercício/treino, mais macro e, principalmente, micronutrientes são utilizados e sua reposição adequada se faz necessária, por isso, consumir alimentos ricos em antioxidantes (vitaminas C e E; minerais como Selênio, Zinco; ácidos graxos como o ômega 3), tais como frutas cítricas e vermelhas;  amendoim, castanhas-de-caju e do-brasil (ou do-pará), amêndoas; semente/farinha/óleo de linhaça, etc, permite uma menor formação de espécies reativas de oxigênio (radicais livres), presentes no organismo em situações de estresse, como o exercício, por exemplo; que os lutadores devem controlar seu peso, todos nós sabemos, mas, esse controle deve estar dentro dos limites, pois caso contrário, poderá haver sobrecarga hepática e renal, perdas hídricas e de eletrólitos importantes, como potássio, sódio, magnésio, acarretando em câimbras e até em coma. NUNCA ESQUECER DE REPÔR ÁGUA!
Vale sempre a pena ressaltar que, não se deve ter uma alimentação baseada em índice glicêmico, este parâmetro é apenas para auxiliar em uma reserva energética e insulinemia apropriadas, antes, durante e após o exercício. Antes de qualquer atividade física/modalidade esportiva, é necessária uma consulta com um médico, assim como um acompanhamento nutricional com um nutricionista. Saúde!
Fontes:
·         www.nutryou.com.br
·         www.terramagazine.terra.com.br

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