Doença de Alzheimer e a Nutrição



A doença de Alzheimer (DA) é uma das formas mais comuns de demência entre os idosos, é caracterizada por transtorno degenerativo progressivo se desenvolve gradualmente, levando a confusão, alterações na personalidade, perda na independência, comportamentos alimentares desordenados e perda de peso.
A idade avançada é o fator de risco mais importante para o desenvolvimento da doença. As desordens cognitivas e de comportamento ocasionadas pelo Alzheimer refletem negativamente na nutrição do idoso, pois há interferência na mastigação e deglutição, no deslocamento para o preparo das refeições e, além disto, os idosos tornam-se mais distraídos e lentos durante as refeições, tudo isso pode fazer com que o desequilíbrio nutricional acarrete perda de peso e déficit nutricional.
Segue algumas orientações úteis que podem ser repassadas aos cuidadores de pacientes com Doença de Alzheimer, a fim de melhorar a ingestão do paciente no momento das refeições:

  • Não peça para o idoso escolher os itens do cardápio, pois pode se sentir incapaz de transmitir seus desejos.
  • No princípio deixe que o paciente o imite na hora das refeições, pois ele pode ter esquecido de como utilizar os utensílios, momentaneamente.
  • Para os pacientes que ainda são capazes de se alimentar sozinhos, coloque uma toalha umedecida embaixo do prato para prevenir deslizes, e babadores para adultos.
  • Somente remova grafos e facas quando perceber que o paciente realmente não mais tem condição de usá-los. Retirá-los prematuramente pode aumentar a falta de habilidade e a agitação levando-o à perda de peso.
  • Minimize ao máximo as distrações, durante as refeições, controlando o barulho durante as mesmas.
  • Retire plantas e flores da mesa ou da bandeja do idoso. Hiperoralidade é um sintoma comum.
  • Pacientes com apraxia talvez precisem que sua mão esteja sobreposta à deles para iniciar o contato com o utensílio, normalmente a colher.
  • Utilize guardanapos de pano, pois em decorrência do julgamento prejudicado, os pacientes podem ingerir os de papel.
  • Já que o poder do julgamento está afetado, as refeições devem ter uma excelente apresentação, através de cores e formas.
  • Caso o paciente apresente agnosia visual, permita que ele sinta o cheiro do alimento ou mesmo toque-o.
  • Tente preparar os alimentos de forma mais familiar possível a ele, especialmente seus favoritos.
  • A temperatura dos alimentos deve ser checada para evitar que os pacientes queimem a boca. Eles podem não entender o desconforto e tornar-se mais agitados.
  • Alimentos crus e secos devem ser evitados, pois o perigo de engasgo é maior.
  • Os temperos devem ser suaves e os molhos picantes, evitados.
  • Ofereça líquidos a cada duas horas, para manter a hidratação adequada.
  • A doença de Alzheimer causa uma incapacidade funcional total nos indivíduos por ela acometidos, o paciente chega a ponto de não saber como se realiza tarefas diárias básicas para sua sobrevivência, e uma delas é justamente o ato de se alimentar, portanto, se faz necessário fazer uma intervenção eficaz a partir da fase da inicial da doença, visando garantir que o paciente chegue ao estágio final da doença com dignidade e com seu estado físico preservado.


Fonte das orientações nutricionais:
FRANK, Andréa; SOARES, Eliane; Gouveia, Vanessa. Práticas alimentares na Doença de Alzheimer. In: FRANK, Andréa. Nutrição no Envelhecer. São Paulo: Atheneu, 2004, Cap. 15, p. 251-257.
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