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História do Pão



A produção do pão teve início cerca de 10 mil anos antes de Cristo da mistura de farinha com o fruto do carvalho - processo menos elaborado que o observado hoje, em que o pão passa por etapas de mistura, fermentações, moldagem e cozimento - apresentando aspecto duro, seco, achatado e sabor amargo. O produto, que surgiu provavelmente na Mesopotâmia, fez parte do hábito alimentar desde a Antiguidade na Grécia, em Roma e no Egito, onde era também moeda de troca. 

O pão foi assimilado por diversas sociedades e apresenta valor simbólico em várias culturas e religiões. O produto compõe cardápios de todas as classes sociais, em todo o mundo. Os pães consumidos tem diferentes origens (francês, sírio, italiano, português), são industrializados ou caseiros, puros ou em combinações (com vegetais, carnes, manteiga, queijos).

A maioria das pessoas pensa que seu maior erro alimentar é o consumo do pão. Associam a ele seu ganho de peso e sua dificuldade em emagrecer. Essa crença se originou na década de 70, com a mais famosa das dietas de moda, a Dieta do Dr Atkins. De acordo com ela, os carboidratos são os principais responsáveis pelas cifras alarmantes de obesidade no mundo. Atualmente, os carboidratos continuam sendo erroneamente classificados como os responsáveis pelo ganho de peso e substituídos por gorduras nos alimentos industrializados, contribuindo para que as dietas sejam ainda mais calóricas, mesmo sem a presença deles. 

A falta de tempo para preparo dos alimentos, devido às extenuantes jornadas de trabalho, leva à procura por alimentos de rápido preparo. Os pães industrializados são opções práticas que podem estar presentes em diferentes refeições ao longo do dia8:

Café da manhã: 
é uma maneira de repor a energia aumentando os níveis de glicose sanguínea, depletados devido ao período de jejum noturno. Dessa forma, o carboidrato e as fi bras presentes no pão contribuem para a disposição necessária às atividades do dia, ao fornecer glicose ao cérebro e às células, reativando o metabolismo5.
Lanches intermediários: 
a instabilidade da glicemia no sangue pode trazer oscilações de humor e diminuir a disposição ao longo do dia. Portanto, inserir alimentos fontes de carboidratos complexos, como frutas, cereais, e também os pães, combinados com alimentos fontes de proteínas magras e pobres em gorduras, auxilia na estabilidade da glicemia favorecendo a sensação de bem-estar.
Principais refeições (almoço e jantar):
 a falta de tempo para preparo de refeições torna o pão uma boa alternativa quando associado a vegetais, leguminosas e carnes magras, resultando em uma refeição equilibrada.
CONHEÇA OS DIFERENTES TIPOS

PÃO BRANCO NORMAL:
 Também conhecido como pão francês ou pão de sal, o pão branco é o mais consumido pelos brasileiros. Ele é feito com farinha refinada de trigo e é rico em carboidratos e proteínas. Como o índice glicêmico é elevado, não deve ser consumido antes dos exercícios ou antes de dormir. O hábito de consumi-lo na primeira refeição do dia é bastante saudável. 
PÃO INTEGRAL:
 O pão integral não é preparado com farinha refinada, o que mantém as quantidades de vitaminas, minerais e fibras dos cereais no pão, tornando-o bastante nutritivo. Mesmo que também tenha carboidratos, as fibras contidas no pão integral desaceleram a absorção de glicemia pelo organismo, o que diminui o índice glicêmico. Ideal para ser consumido antes da atividade física, garantindo energia durante todo o treino. 
PÃO DE LINHAÇA: 
A linhaça é ótima fonte de ômegas 3 e 6, por isso, ela só traz vantagens à sua dieta, além de ser um importante agente antioxidante e renovador celular. Um pão feito dessa sementinha também possui essas caraterísticas e ainda garante ao corpo um aumento de energia e de vitalidade, ajudando até a recuperar a fadiga muscular. Por isso ele é uma ótima opção para um lanchinho antes e depois do treino. 
PÃO DE CENTEIO: 
Esse pão é o campeão no quesito quantidade baixa de gordura. O pão de centeio é o que contém menos gorduras e proteínas, sendo uma boa opção para quem não quer mais consumir pão branco ou quer ingerir menos gorduras. Além disso, ele tem praticamente as mesmas fibras que o pão integral, ajudando no processo digestivo. No entanto, esse pão contém mais carboidratos do que os outros tipos. 
PÃO DE AVEIA: 
Rico em ferro, magnésio, zinco, cobre e proteínas, o pão de aveia é bastante indicado para quem tem problemas em controlar a glicemia, já que a aveia é rica em fibras solúveis, principalmente a beta-glucana, que retarda a absorção de glicose e do colesterol, sendo uma sugestão de pão para hipercolesterolêmicos. Além disso, assim como o pão integral, a grande quantidade de fibras ajuda a abaixar o índice glicêmico, ideal para uem quer fazer um lanchinho antes de alguma atividade física mais demorada. 
PÃO DE MILHO: 
O pão de milho, diferente do que é feito de trigo, não perde a casca durante o processo de preparação. Por isso, ele é rico em fibras e minerais, como fósforo, ferro, potássio e zinco. Além desses nutrientes, o pão de milho também é rico em proteínas e vitaminas do complexo B. Ele é uma importante opção para quem tem doença celíaca, já que o milho não contém glúten. 
PÃO AUSTRALIANO: 
Esse pão, feito de farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, tem uma cor escura, que vem da farinha integral, e um sabor adocicado causado pelo estrato de mel usado durante o preparo. É rico em vitaminas, minerais e fibras provenientes da casca dos grãos de trigo. 
PÃO SÍRIO: 
Também conhecido como pão pita, ele é feito de trigo assim como o pão branco, só que contém menor quantidade de gorduras e de carboidratos. Ele é uma boa opção para quem quer variar a dieta sem aumentar a quantidade de calorias e gorduras ingeridas. 
CROISSANT: 
Croissant - que quer dizer crescente em francês - é aquele pãozinho em forma de meia-lua, feito com massa folhada e grande estrela do café da manhã dos franceses. Essa opção tem mais gorduras e calorias do que os outros tipos e deve ser consumida com moderação, principalmente as versões recheadas. 

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